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15.04.2021 - 13h44 Por Fábio Alves
 
Denúncia de fura-filas na vacinação em Caetité
 
 
 Denúncia de fura-filas na vacinação em Caetité
Denúncia de fura-filas na vacinação em Caetité
 

No bojo de uma das ações judiciais movidas em Caetité, no processo no 8000285-93.2021.8.05.0036, para que uma paciente, em estágio de câncer avançado, fosse vacinada, deparou-se com uma grave acusação.

Na petição de réplica à defesa apresentada pela Prefeitura de Caetité, atualmente sob a gestão de Valtécio Aguiar, prefeito recém empossado, a autora da ação, pelo seu advogado, Marco Antônio Guanais Aguiar Rochael, denuncia que a Prefeitura vacinou mães das enfermeiras que não eram contempladas na lista naquele momento, como também todo o hospital particular de Caetité, de “mamando a caducando”, destaca, incluindo a filha do diretor, que trabalha no escritório com o pai, as cozinheiras, os médicos da ala separada, de médicos que vieram de Guanambi e lá não foram vacinados por não fazerem parte do combate à pandemia e não se enquadrarem no momento, mas que foram vacinados em Caetité “antes mesmo dos velhos do abrigo”.

A mesma petição também denuncia que foram vacinados médicos aposentados que ainda não estavam na idade protocolar, inclusive filhos desses médicos. Fato mais grave, também revela que foram vacinados a atual secretária de saúde e seu marido, quando ela ainda não estava nomeada e o marido ocupava o cargo interinamente, no dia 02 de fevereiro no CAE3, pela agente de saúde Natalina, “fura-fila de primeira”, conforme consta da referida petição encaminhada à Justiça.  Dr. Marco Antônio ainda registra, em contraste ao ocorrido, que o Secretário Estadual de Saúde, Dr. Fábio Vilasboas, contraiu o vírus porque a sua idade não se enquadrava na lista protocolar. Mas que a Secretária de Saúde de Caetité e o marido estão vacinados desde o início.

Mas os fatos não se resumem apenas a esses casos, de acordo com sua denúncia. Para o advogado, representando a autora da ação, foi “vacinado meio mundo de gente dentro da prefeitura” e que, na véspera do protocolo da ação, foi proposto à sua cliente que esta poderia ser vacinada, contudo sem que seu nome constasse na relação dos vacinados. Para o advogado, isso é um expediente “muito perigoso”, pois se essa “proposta indecente” foi feita para sua cliente, deve ter sido feita para muitas pessoas. “Quer prova?”, desafia o advogado, “Pergunte à Ré quem foi a intermediária da conversa, e ela saberá responder perfeitamente”. E conclui, dirigindo-se ao Juiz da causa: “Ao fim e ao cabo, a parte Autora está apenas respondendo, a contragosto, aos desaforos que lhe foi irrogados, sem dó e sem piedade, por quem não lê e por quem não interpreta, mas não está aqui para querer desestabilizar o atual Governo Municipal, que no geral, não se pode negar, está procurando acertar. Poderia inclusive, para provar tudo que foi dito na peça madrugadora, e tudo que está sendo dito aqui agora, e pulverizar as aleivosias da resposta, requerer que Vossa Excelência REQUISITASSE a lista dos vacinados em Caetité, o que já foi solicitado por Vereadores etc., e até agora parece Lombardi, não tem quem consegue ver. Nem pode! Mas isso não interessa mais”.

Na sua petição, o advogado também reclama da omissão do Ministério Público de Caetité, que ingressou, nas suas palavras, com um “inusitado e natimorto” recurso quando a autora da ação já se encontrava imunizada com as duas doses por força do mandamento judicial provisório humanitário, “embora não tenha tomado qualquer providência para sustar as ilegalidades, as irregularidades que foram noticiadas sobre o processo de vacinação, enquanto em outras comarcas membros do mesmo parquet agiam de forma positiva”.

Todos esses fatos, muito graves em tendo realmente ocorrido, pode revelar um verdadeiro escândalo na gestão do prefeito Valtécio Aguiar no combate à pandemia. Caetité, nos primeiros meses, no comparativo com cidades vizinhas, registrou um grande e desproporcional aumento nos casos da Covid-19. Atualmente, no dia 14/04/2021, ainda mantinha 215 casos ativos, mas com tendência de queda.

Após essa manifestação da autora da ação, o Juiz titular do caso, Dr. José Eduardo das Neves Brito, concedeu ao Ministério Público o prazo de 20 dias para se manifestar a respeito da petição com as notícias ali elencadas e do processo como um todo.

Este site se coloca à disposição da Prefeitura de Caetité para publicar sua resposta, caso queira se manifestar.

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