06.11.2018 - 12h04
 
Bolsonaro: aprovar idade mínima para servidor ainda neste ano seria um ‘grande passo’
 
Bolsonaro: aprovar idade mínima para servidor ainda neste ano seria um ‘grande passo’

O presidente eleito Jair Bolsonaro disse em entrevista à TV Aparecida nesta segunda-feira (5) que tentará “por menor que seja” aprovar algum passo da reforma da Previdência ainda neste ano. Segundo ele, o tema é prioridade para o governo. “Não adianta ter uma boa proposta previdenciária, se ela não vai passar na Câmara e no Senado. Queremos dar um passo, por menor que seja, mas dar um passo na Reforma da Previdência, que é necessário.”

Bolsonaro propôs a fixação da idade mínima a 61 anos para os homens e 56 para mulheres.”Um grande passo, no meu entender, se este ano for possível, vamos passar para 61 anos [a idade mínima] o serviço público para o homem, 56 para a mulher, e majorar também o ano nas demais carreiras. Acredito que seja um bom começo para entrar no ano que vem já tendo algo de concreto para nos ajudar na economia”.

No projeto que está na comissão especial da Câmara dos Deputados, a idade mínima é de 65 anos para homens e 62 para mulheres. A proposta já foi aprovada na comissão especial e tem de passar por outras instâncias na Casa.

Fusão de Ministérios

O presidente também disse novamente que deve manter em pastas distintas os ministérios do Meio Ambiente e Agricultura. “Vários ruralistas estão achando que não é o caso a fusão, mas vou deixar bem claro que não vai haver diferença”, afirmou. Ainda disse que os ministros nomeados por ele não serão “essas pessoas que tivemos até o momento transitando por lá prestando um desserviço ao meio ambiente e um desserviço ao homem do campo”.

Crise na Venezuela

Sobre a crise na Venezuela, Bolsonaro defendeu o acolhimento dos refugiados no Brasil, mas disse que é preciso combinar essa recepção com medidas contra o governo de Nicolás Maduro. “Vamos reconhecer a situação da Venezuela. Eles estão fugindo da ditadura, da fome e da violência, mas o Governo Federal tem que tomar medidas contra o Governo Maduro, e não apenas acolher e deixar que se resolva as coisas naturalmente”, encerrou.

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