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13.11.2017 - 08h30 Por Fátima Laranjeira, do Estadão Conteúdo via Exame
 
Prejuízo da Renova Energia aumenta 176,9% no 3º trimestre
 
 
Prejuízo da Renova Energia aumenta 176,9% no 3º trimestre
Parque eólico da Renova: empresa anunciou que recebeu uma proposta vinculante para aporte primário na companhia. (Renova Energia/Divulgação)
 

Prejuízo líquido da empresa de energia renovável foi de R$ 239,031 milhões no período



São Paulo – A Renova Energia, empresa de geração de energia por fontes renováveis com foco em parques eólicos, pequenas centrais hidrelétricas (PCH) e projetos de energia solar, apresentou prejuízo líquido de R$ 239,031 milhões no terceiro trimestre do ano, o que representa um aumento de 176,9% ante as perdas de R$ 86,320 milhões de igual período de 2016.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) ficou negativo de R$ 104 milhões no terceiro trimestre frente a R$ 18,410 milhões positivos de igual etapa do ano passado, com margem de -55,0% ante 13,9%. Já o Ebitda Ajustado somou R$ 1,3 milhão no trimestre, queda de 95,8%, com a margem saindo de 24,0% para de 0,7%.

A empresa teve receita operacional líquida de R$ 189,215 milhões de julho a setembro, alta de 43,3% na comparação anual. A Renova atribui o aumento à combinação dos seguintes fatores: alta de 96,5% na receita de comercialização em função do maior volume vendido no mercado livre no terceiro trimestre; elevação de 29,2% na receita líquida das PCHs devido à maior geração no trimestre além do reajuste de preço no contrato que ocorre em junho de cada ano; e redução de 54,7% na receita proveniente de eólicas em função da venda do Complexo Alto Sertão II para a AES, que teve sua receita contabilizada somente até 31 de julho.

O resultado financeiro foi negativo em R$ 121,122 milhões, alta de 63,5% frente aos R$ 74,072 milhões negativos do terceiro trimestre do ano passado.

O saldo total da dívida da companhia foi reduzido de R$ 2,711 bilhões no segundo trimestre para R$ 1,260 bilhão no terceiro, principalmente em função da venda dos parques do Alto Sertão II para a AES Tietê, que também assumiu a dívida do Complexo (R$ 1,122 bilhão), e da quitação do saldo remanescente da Terceira Emissão de Debêntures da Holding (R$ 365 milhões) com o Banco do Brasil.

A empresa anunciou que recebeu da Brookfield na última sexta-feira (10), após o fechamento do mercado, uma proposta vinculante para aporte primário na companhia no valor de R$ 1,4 bilhão, ao preço de R$ 6,00 por Unit. A oferta inclui earn-out de até R$ 1,00 por unit, relativo a qualquer valor recebido pela companhia decorrente de ajuste futuro no preço de venda do Complexo Eólico Alto Sertão II.

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